Fake News nas redes sociais e eleições 2022

Descubra quais são as medidas que os apps e plataformas vêm tomando para impedir a disseminação de Fake News nas redes sociais. Veja como o TSE está lidando com a situação.

As eleições de 2022 estão muito próximas, e com elas vem a preocupação com a disseminação das Fake News nas redes sociais. Nesse sentido, os apps e plataformas têm tomado algumas medidas para alertar a população e evitar que contas compartilhem inverdades.

Em outras palavras, são utilizados para manipular a opinião pública: artifícios como a DeepFake, resultados adulterados das pesquisas de opinião, notícias sobre ações da vida pública e privada dos candidatos que não tem a mínima comprovação, entre outros.

Então, se você quer ficar atento às ações de proteção da informação, desenvolvidas para evitar as Fake News nas redes sociais, fique atento aos tópicos deste texto. Boa leitura!

O que é Fake News nas redes sociais?

Fake News são notícias falsas a respeito de determinada situação. Assim, elas podem ser criadas tanto para favorecer quanto para desfavorecer uma pessoa. Nesse sentido, as Fake News nas redes sociais podem causar muitos estragos nas eleições de 2022.

Isso porque, muitas pessoas não checam as informações e simplesmente compartilham como se fossem uma verdade absoluta. O que, por sua vez, prejudica a análise clara do melhor candidato ou partido a ser votado pelo povo brasileiro.

Em suma, algumas das principais Fake News são:

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  • Sátira ou paródia: podem ser vídeos e memes com mensagem engraçada. Porém os mesmos tem apenas o objetivo de fazer humor (sem necessariamente expressar a verdade);
  • Conteúdo enganoso: geralmente é criado por alguém com intenção plena em difamar e compartilhar inverdades;
  • Clickbait: é uma técnica utilizada em vídeos e matérias. Dessa forma, uma manchete chamativa é divulgada, com o intuito de levar as pessoas a acreditarem em algo que não está expresso no conteúdo em si; 
  • Referência mentirosa: acontece quando alguém usa o nome de uma pessoa ou marca, para validar uma ação que nenhuma delas realizou;
  • DeeFake: um presente dos tempos modernos, o DeepFake é uma tecnologia que permite colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra. Isso é muito perigoso, já que possibilita que pessoas gravem vídeos falando coisas e agindo de forma errada, e se passando por algum candidato.
  • Ponto de vista deturpado: essa é bem comum! Posto que acontece quando a informação é manipulada de forma a mostrar um lado específico do fato, confundindo o espectador.

Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lida com as Fake News nas redes sociais?

Para combater as Fake News nas redes sociais, o TSE vem adotando uma série de medidas preventivas. Entre elas, a criação do Sistema de Alerta de Desinformação Contra as Eleições.

Dessa forma, os usuários podem entrar em contato com o portal e denunciar possíveis Fake News, identificadas nas plataformas digitais. Além disso, o TSE se reuniu com representantes de diversos apps, para desenvolver estratégias e limitar o alcance de notícias falsas.

Confira na lista abaixo, empresas que acordaram cumprir medidas de combate a Fake News junto ao TSE:

  • Google Brasil;
  • YouTube;
  • Facebook;
  • Instagram;
  • WhatsApp;
  • Telegram;
  • Kwai;
  • TikTok;
  • LinkedIn;
  • Twitter;
  • Spotify.

Com toda a certeza, os apps e plataformas irão se esforçar para proporcionar o seu melhor! Então, veja no próximo tópico, algumas medidas adotadas pelas redes sociais mais conhecidas do público em geral.

Medidas para combater as Fake News no Telegram

Fake News nas redes sociais
Fake News nas redes sociais

Após um período de negociações conturbado, ficou decidido que para combater as Fake News nas redes sociais da empresa a plataforma iria:

  • Monitorar o conteúdo dos grupos;
  • Etiquetar postagens descontextualizadas ou falsas, como “potencial desinformação”;
  • Encaminhar conteúdo irregular as agências de checagem;
  • Possibilitar que os usuários da plataforma denunciem mensagens com notícias supostamente falsas.

Medidas para combater as Fake News no Twitter

Combater as Fake News nas redes sociais se torna um grande desafio, quando pensamos no Twitter. A plataforma é conhecida pelo uso cotidiano dos adeptos, o que inclui perfis de políticos e partidos que costumam dizer o que querem, na hora que desejam.

Nesse sentido, as medidas tomadas pela empresa foram:

  • Etiquetas desenvolvidas para informar os cargos dos quais os candidatos estão concorrendo. Assim como o estado correspondente ao cargo;
  • Avisos em Tweets questionáveis ou com conteúdo duvidoso;
  • Direcionamento a abas de contexto e informação;
  • Criação de uma aba dedicada a compartilhar informações verídicas sobre as eleições 2022;
  • Transmissão de debates ao vivo.

Medidas adotadas pelo Facebook, WhatsApp e Instagram

Em princípio, as empresas geridas pela Meta, se comprometeram a:

  • Remover conteúdos que violam as regras das comunidades;
  • Possibilitar denúncias dos usuários através dos canais do TSE;
  • Rotular publicações sobre as eleições 2022, e informar eventos importantes do calendário eleitoral;
  • Incentivar o acesso dos usuários aos sites do TSE;
  • Monitorar Fake News e demais conteúdos sem autenticação.

Em relação ao WhatsApp, o objetivo é:

  • Primeiramente, reduzir o encaminhamento de mensagens de voz em grupos diversos;
  • Em seguida, detectar a criação de perfis automáticos;
  • Por fim, incentivar as denúncias feitas por usuários.

Medidas desenvolvidas pelo TikTok

  • Os vídeos da plataforma com tema político passam a direcionar os usuários para páginas com informações oficiais;
  • A plataforma irá promover um canal de denúncias. Além disso, informará ao TSE sobre o andamento e apuração dos dados;
  • Por fim, o TikTok também irá remover conteúdos maliciosos e apoiar instituições de checagem.

Em suma, é muito importante ficar atento às notícias oficiais para evitar compartilhar inverdades, influenciando negativamente as eleições. Então, fique de olho nas Fake News nas redes sociais e, quando ver algo errado, denuncie!

Eveline Monckes

Professora, administradora e especialista em Gestão de Pessoas que ama a nossa língua portuguesa e inovações. Amante de pets, filmes, séries e redes sociais. Busca a cada dia ser melhor e trazer ao leitor qualidade no que lê.

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